Néftis: A Deusa e sua Magia

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O Garden of Spells tem o prazer de convidá-los para esta Vivência!
Neste Sábado, 10 de Dezembro de 2016, às 17h, no Auditório 4, durante a 7.a Mystic Fair.

Confira: http://www.mysticfair.com.br/programa.html
#MysticFair #MysticFair2016 — em São Paulo Expo.

Material complementar à Vivência, na página do Facebook: https://www.facebook.com/GardenOfSpells

 

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MAAT: Verdade, Ordem e Justiça – Parte II

Parte II – PRÁTICA:

Tendo em mente o simbolismo analisado no post anterior, vamos à prática!
Conforme analisamos previamente, o pensamento egípcio sobre a evolução espiritual exige o alinhamento de nossas vontades e ações com Maat. Para isso devemos ser persistentes na verdade e no bem.  A liberdade é um poder, que sempre traz consigo grandes responsabilidades – sobre nossos próprios atos e sobre o mundo ao nosso redor.
A seguir, descreverei algumas práticas que adotamos para estabelecer e fortalecer a conexão com a grande Senhora da Verdade:

MAAT - Representação hieroglífica

MAAT – Representação hieroglífica

O Despertar
O primeiro passo ao iniciar a busca por Maat é reconhecer sua existência – enquanto Equilíbrio e Lei Universais – e trazê-la à consciência diariamente para que sua presença nos guie rumo à nossa verdadeira vontade e evolução.

Para isso, devemos contemplar o equilíbrio e harmonia do universo.

Sente-se confortavelmente, tenha à mão um pincel, tinta preta e uma folha de papiro (ou papel encorpado). Feche seus olhos e chame por ela:

“Grande Mãe Maat: Verdade, Equilíbrio, Harmonia e Justiça! Tua é a Lei que regula o Universo. Reconheço teu poder e presença em toda criação: Causa e Efeito, Caçador e Presa, Vida e Morte, Trevas e Luz.” 

Permita-se experimentar a sensação de equilíbrio e completude que a presença Dela proporciona. Com sua visão interior, visualize a Lei Universal operando constantemente em todos os planos. Ao fim, una todas as imagens para formar uma pluma, símbolo máximo de Maat – graciosa e leve como um coração puro.
Abra os olhos e desenhe esta pluma no papiro, exatamente como a visualizou. Ao terminar, transcreva o nome de Maat (conforme imagem acima) logo abaixo de seu desenho.
Mantenha-o à vista, de preferência no seu quarto (ou em seu altar – se já tiver o costume de realizar algum ato devocional matinal) – o importante é ter essa representação junto a si – desde o Despertar.

Todos os dias, ao acordar, coloque-se diante dele com os punhos fechados e os braços cruzados – Posição de Osíris – dizendo: “Eu te saúdo Maat! Anedj H’rak, Maat!”.

Peça para que a consciência de Maat ilumine teus pensamentos e ações durante todo o dia.

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“Eu te Saúdo, Maat! Anedj-H’rak Maat!” – Posição de Osíris

O Juramento
O passo definitivo no processo de busca à Maat se dá com a realização de um Ritual de Dedicação à Ela. No qual o magista se apresentará, colocará seu Coração à prova e realizará votos de dignidade e honra, assumindo seu compromisso com a Grande Obra (o Sumo Bem) e com os Neteru (Deuses) por toda a vida.  

Que a luz da verdade ilumine o caminho à tua frente, e a pureza de Maat transforme teu coração!
Em hotep!

MAAT: Verdade, Ordem e Justiça – Parte I

“Tenha consciência de que a eternidade está próxima.
Pratica a retidão: ela é teu sopro vital!”1

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Maat, Deusa da Verdade e Justiça coloca-se no prato direito e no alto da balança durante o julgamento das almas.

 Maat é a ordem, a lei universal, o caminho reto, a integridade, precisão e justiça.

Ela representa a força que mantém o universo íntegro e coeso – aquilo que torna sua própria existência possível.

Jamais poderemos encontrar sinônimos suficientes para alcançar sua amplitude e perfeição. Pois ela representa tudo o que é correto, justo, belo e verdadeiro. Maat é parte da própria essência divina:

“Maat – a Retidão – nasceu no coração da Luz divina (de Rá)”2

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Dualidade
No Egito antigo a dualidade entre bem e mal era representada pelos opostos: Maat e Isfet. Enquanto Maat representa a Ordem e a Criação divinas, Isfet representa a transgressão pecaminosa, a aniquilação do bem, a Morte definitiva e o Caos (para eles, sinônimo de Mal absoluto).

Por isso, Maat era o princípio fundamental da religião, vida e pensamento egípcios. Para eles, todos – sem exceção – deveriam buscar: conhece-la, compreende-la e, sobretudo, pratica-la em todos os momentos e áreas da vida.

“Passei minha existência procurando o bem,
Atingi em paz a condição de venerável.
Dia após dia fiz com que crescesse a retidão junto a Tua Majestade,
Sou um homem íntegro e justo,
Isento do mal,
Meu coração não se prende a uma ação má.3

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A grande sabedoria reside em vivenciar Maat: propagar a verdade e a ordem no mundo. Isso mantém o universo em equilíbrio, apraz o coração dos Deuses, gera prosperidade e prolonga a existência eternamente. Maat é o despertar da nossa verdadeira consciência.

“Aquele que é grande vive a retidão de Maat.
A iniquidade – isfet – é algo que ele detesta.
Ele busca a companhia dos veneráveis,
Ele é o companheiro da retidão.”1

E este deve ser um “esforço” contínuo: “Atém-te firmemente à Regra (Maat), não a transgridas. (…) Quando o fim sobrevém, Maat permanece.1

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A Deusa
Maat era também a primeira filha de Rá. A primeira emanação do Criador, pois sem Ordem não há vida.
É também considerada esposa de Djehuty (Thot), o Deus da sabedoria, escrita e magia. Este casal nos traz uma importante reflexão sobre a necessidade de mantermos uma postura ética enquanto praticantes de magia – Pois a retidão é esposa da magia!

Maat é representada como uma Deusa de longas asas, com a cabeça encimada por uma pluma de avestruz. Ela tem um papel importantíssimo no destino das almas, ao presidir seu julgamento no Tribunal de Asar (Osíris). A sede do Tribunal leva o nome de “Sala dos dois Maats”, pois nela serão pesadas as duas verdades: a verdade divina – a regra, a lei, o equilíbrio – frente à verdade humana – do coração dos homens. Para adquirir a vida eterna, o coração deverá ser julgado tão leve quanto a pluma de Maat. Do contrário, será entregue à besta Ammut, que o devorará, pondo fim à existência daquela alma. Para tentar comprovar a leveza de seu coração, a alma deverá fazer várias “Confissões Negativas”, também chamadas de “Declarações de Inocência”, alegando ter seguido os princípios de Maat por toda a vida:

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Confissões Negativas perante o Tribunal de Asar, na Sala dos dois Maats.*

No próximo post:
Prática e Ritual de conexão com Maat.

Que a luz da verdade ilumine o caminho à tua frente, e a pureza de Maat transforme teu coração!
Em hotep!

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Ref. Citações:
1. JACQ, Christian. A Sabedoria Divina do Egito Antigo. 3.a ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.
2. Inscrição do Templo de Íbis – Oásis de Khargeh
3. Rammant-Peeters. Les Pyramidions Egyptiens du Nouvel-Empire. Peeters Publishers, 1983.
* Abril Cultural. Textos Sacros. São Paulo: Abril Cultural, 1973.

LITHA: A vitória da Luz

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Em sua jornada pelos céus, o Grande Pai Sol atinge o ápex – ponto mais alto de sua trajetória – trazendo consigo o dia mais longo do ano e anunciando a vitória da luz sobre a escuridão.

No hemisfério sul, o Solstício de Verão ocorre no dia 21 de Dezembro.
Litha é portanto, uma celebração – essencialmente – solar. A luz solar representa a centelha divina que todos os seres carregam dentro de si, a razão, as certezas, a verdade e a justiça.

É tempo de celebrar o triunfo da vida e da verdade. Renovar nossos votos de dignidade e honra, reassumindo nosso compromisso com a Grande Obra e com os Neteru. A liberdade gera poder, que sempre cria grandes responsabilidades – sobre nossos atos e a realidade ao nosso redor.

Para o povo egípcio, essa consciência estava sempre presente nas figuras de Maat – Deusa da Verdade-Justiça – e do próprio Faraó (O Rei Divino).

“…cada rei sucessivo, embora não fosse um deus, trazia nas veias o sangue de Rá, o Divino Sol, de quem era o representante vivo na Terra. Por essa razão, não era o rei o pai de seu filho, mas o Sol, o Divino Sol.”1

O Faraó era considerado descendente direto de Rá – o Grande Deus Falcão, o próprio Sol. A essência de Rá transcende o “Sol Físico”, Ele é a encarnação do “Divino Sol”. O Divino Sol é a fonte primordial de toda a Luz: verdade e vida. Todo “homem” é um “Portador da Luz” e deve, portanto, buscar o despertar para “sua verdadeira natureza em Rá, alcançando-se ao reino da pura Luz, à ´Barca de Milhões de Anos´…”1

O Grande Rá em sua Barca de Milhões de Anos.

O Grande Rá em sua Barca de Milhões de Anos.


“O Divino Sol, caracterizado pelos egípcios antigos como Rá, era o Centrum, não apenas do Cosmos manifesto, mas de todos os reinos da existência, de que tudo emanou e em que tudo se dissolverá outra vez.” 1

O grande Criador, Pai dos Deuses. RÁ é o Sol, a própria luz do mundo. Luz da consciência e razão, que afasta a dúvida e indefinição da penumbra. RÁ é o autogerado, Aquele que nasceu de sua própria vontade. É o Senhor da magia, cujas palavras de poder moldam tudo o que existe. Ele é a própria vida.

É para Ele que nos voltamos em Litha.
Devemos cantar em sua honra, agradecer por sua  presença  inspiradora e, como dito anteriormente, renovar nosso compromisso com tudo o que Ele representa. Devemos despertar para a nossa Consciência Solar: Devemos ser o Sol de nosso mundo particular – não para ocupar o centro e alimentar nosso ego – mas para nutrir, vigiar, proteger e criar!

Entre os muitos mitos que envolvem este Deus, escolhemos o que traduz seu compromisso com a verdade-justiça e assegura a vitória da luz sobre as trevas: O combate de Rá e Apep.

Rá enfrenta Apep, noite à dentro.

Rá enfrenta Apep, noite à dentro.

Apep é o Deus Serpente que representa o Caos e a Escuridão, o domínio noturno. É a antítese de Rá, o ponto de equilíbrio. Aquele que morre e renasce diariamente para assegurar a existência da noite – “engolindo” a Barca do Sol.

É a força de Rá que assegura o retorno diário do Sol – e a manutenção da vida. Com base neste mito – e num excerto do Livro dos Mortos2, faremos nossa ação ritual.

Altar de Litha :: Garden of Spells

Altar de Litha

O Ritual

Antes de iniciar o ritual, recomendo realizar uma meditação ativa de centramento – direcionada a Rá, o “Lótus Ankh”

Para o Ritual propriamente dito, faça sua invocação à Rá e Identifique tudo o que representa a Apep em seu mundo particular. Tendo isso em mente, traduza em palavras-chave. Então, num pedaço de papiro virgem, escreva estas palavras em sequência, formando uma linha sinuosa como uma serpente. Enrole o papiro e apresente-o aos Deuses:

“Este é Apep (Apópi/Apópis)! A grande serpente do abismo, Senhor do Caos e desordem. O engolidor de Sóis”.

Faça, com suas próprias palavras, um encantamento de constrição, como o seguinte trecho do Livro dos Mortos2:

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As únicas palavras que devem ser as mesmas, são:

“Eu preparo tuas cordas, oh Rá! (…) Apep caiu! É AMARRADO E ACORRENTADO PELAS DIVINDADES DO SUL, DO NORTE, DO LESTE E DO OESTE. Todas elas o acorrentaram!”

Faça um nó em volta do papiro enrolado, com linha preta forte, a cada grupo de divindades (divindades do sul – um nó – do norte – outro nó… ). Ao fim, entregue o papiro às chamas e observe-o ser consumido.

Adicione ervas solares e um punhado de sal grosso às chamas e carregue a lâmina de seu athame nelas. Infunda este poder no conteúdo de seu cálice e beba.

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Ervas Solares: Canela, Calêndula, Eufrásia e R. Lótus.

Honre o Grande Pai Rá e as Grandes Mães Solares Auset e Sekhmet.
Invoque o poder da verdade e da luz para que estejam sempre contigo e com os teus bem amados.

Que a luz da verdade ilumine o caminho à tua frente, e a chama de Rá mantenha teu coração aquecido e puro!
Em hotep,
FELIZ LITHA!

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Ref. Citações:
1 – Versluis, Arthur. Mistérios Egípcios. Ed. Círculo do Livro.
2 – Desconhecido. O livro dos Mortos do Antigo Egito. Ed. Hemus.

BELTANE: equilíbrio nascido do êxtase

Após a renovação ocorrida em Ostara, é hora de celebrarmos o ápice da Primavera e – com ele – a presença pujante da luz e do calor.  No hemisfério sul, este sabbath ocorre no dia 31 de Outubro.
Beltane representa a consumação do desejo, a grande fusão através do Casamento Sagrado dos Deuses. É a celebração da paixão e da vida.

Neftis e Osíris

Nebthet e Ausar.

A mitologia egípcia traz vários pares divinos enamorados, mas, acredito que o mito que melhor retrata o amor e desejo ardentes – típicos de Beltane, seja o do encontro de Nebthet (Néftis) e Ausar (Osíris). Vamos ao mito:

…Na chamada Enéada de Heliópolis, temos os irmãos gêmeos Ausar, Auset, Nebthet e Set, sendo o primeiro par um casal e o segundo, outro. Entretanto, Nebthet nutre uma profunda admiração por Ausar que, com o tempo, se transforma em desejo incontrolável. Então, Nebthet – Senhora da noite e dos encantos – faz uso de magia para se passar por sua irmã Auset e deita-se com Ele (esta união dará origem a Anpu – Anúbis).
Alguns estudantes de mitologia tentam encontrar outras motivações – além do desejo de Nebthet – “justificando” o ato com sua provável insatisfação em relação a seu companheiro Set (infértil como o deserto sob seu domínio e de temperamento volátil), ou ainda, alguma rivalidade com a irmã Auset (alegação sem evidência mitológica – já que, a própria Auset releva este episódio, sem maiores problemas).

No entanto, fica claro que são a paixão e desejo que movem os Deuses nesse episódio – levando Nebthet a romper tabus, pactos de confiança e lealdade, além de lançar mão de um feitiço de glamour, levando Ausar ao engano; Ele corresponde prontamente ao desejo e encanto gerado por essa “nova” energia – que pensa ser emanada de sua amada esposa – Auset.

No mito encontramos a essência de Beltane: A busca da satisfação completa dos desejos, a troca de energias, a complementaridade – o equilíbrio nascido do êxtase.
Esta data representa o ápice da energia criativa, é um convite para celebramos nossas paixões e desejos… alimentá-los, investir em nossos sonhos e aspirações – colocar a energia em movimento, permitir-se, entregar-se ao êxtase criativo.

Partindo do mito, temos os elementos básicos para uma Celebração de Beltane:

Altar de Beltane :: Garden of Spells

Altar de Beltane

A Deusa: Nebthet.

O Deus: Ausar.

Com isso em mente, construa suas invocações. Peça aos Deuses por inspiração e força para empreender as ações necessárias à execução de seus planos.

Celebre verdadeiramente, dance e cante até a completa exaustão. Exalte o amor e o desejo, celebre a vida!

Como ação ritual, ofereça canela, amêndoas e rosas vermelhas ao fogo, contemple as chamas enquanto faz suas invocações. Acenda 3 velas vermelhas: a primeira em honra à Deusa, a segunda para o Deus e a terceira representando a consumação do seu desejo. Acenda esta última vela na chama do seu caldeirão após a dança ritual. Sinta o intenso fluxo de energia que atravessa seu corpo após a dança, enquanto contempla a chama da terceira vela. Agradeça.

Feliz Beltane!

Espelhos Mágicos

“Os espelhos estão cheios de gente.
Os invisíveis nos vêem.
Os esquecidos se lembram de nós.
Quando nos vemos, os vemos.
Quando nos vamos, se vão?”
– Eduardo Galeano.

Narciso - Caravaggio

Narciso, Caravaggio.

O espelho gera a duplicação ilusória da realidade. A visão de nossa própria imagem nos traz a consciência de nós mesmos. Não bastasse este efeito, os espelhos podem ser imbuídos de muitas outras qualidades e poderes, como veremos a seguir:

Magia com Espelhos
A prática mágica com espelhos derivou de antigas técnicas de divinação com água. Estas práticas ainda são comuns entre os praticantes de Magia Egípcia e alguns covens, que utilizam seus caldeirões para divinação.

O espelho mágico é um objeto de poder que opera como uma ponte entre os planos físico e astral, permitindo trabalhos de divinação, projeção astral, comunicação espiritual e banimentos (aprisionamentos), sua correspondência astrológica é, essencialmente, lunar.

Um dos tipos mais famosos de espelho mágico é o Espelho Negro.
Sua superfície é negra e brilhante, pode ser feito em pedra ou vidro. Muitos atestam que as formas ovais e circulares são preferíveis, por serem diretamente conectadas às energias lunares.
Para imbuir os espelhos mágicos de energia lunar e permitir seu funcionamento são usados “condensadores fluídicos”, ou seja, compostos mágicos que misturam elementos naturais e energia espiritual do mago.

Para completar o processo e torná-lo apto para uso, ele deve ser consagrado.

A Consagração do Espelho Mágico
Todos os instrumentos mágicos devem passar pelo rito de consagração. O procedimento visa anular quaisquer memórias vibracionais antigas, carregá-lo com energias específicas e estabelecer um vínculo entre o bruxo e o objeto consagrado. A partir da consagração, todos os instrumentos mágicos devem ser utilizados, exclusivamente, em rituais e práticas mágicas.

Tintura Lunar "Noite Negra", para consagração - por Garden of Spells

Tintura Lunar “Noite Negra”, para consagração – por Garden of Spells

Para consagrar seu espelho mágico, utilize uma poção, ou tintura de ervas lunares, sob a luz da Lua Cheia. Espalhe o líquido com movimentos circulares, no sentido horário, enquanto recita um encantamento ou oração lunar. Tome o espelho negro em suas mãos, extenda seus braços em direção à Lua e “chame” a luz do luar. Visualize-a atravessando o espelho e preenchendo o seu corpo cada vez mais, a cada inspiração.

Quando sentir-se pleno de energia lunar, aproxime o espelho mágico, olhe para o seu reflexo no espelho e diga: “está feito!”. Cubra seu espelho mágico com um tecido negro e mantenha-o assim, enquanto não estiver em uso. Jamais exponha-o à luz solar.

Espelho mágico

Espelho Negro “Teia de Prata”, por Garden of Spells

Utilizando seu Espelho Mágico
Antever o futuro e buscar respostas em outros planos de existência continuam sendo os principais motivos de procura por Espelhos Mágicos. Por isso, trataremos, exclusivamente, deste uso no presente texto.

Eis o procedimento básico para Divinação, que pode ser alterado conforme suas necessidades:
Relaxe, sente-se confortavelmente. Se desejar, faça uma invocação à Uma divindade-guia e queime ervas em Sua honra. Apague todas as luzes, acenda uma única vela e posicione-a paralelamente ao espelho, fora de seu campo de visão. Faça uma invocação-comando, como esta:
“Espelho negro, negro como a noite primordial, a terna escuridão do útero materno, as profundezas do subconsciente e a terra fértil: mostre-me o porvir!”

Esvazie sua mente e fite o espelho. Permita-se adentrar em sua escuridão. Mantenha-se aberto e relaxado. Aguarde as respostas…

O que esperar?
Há relatos de experiências auditivas, visuais e táteis… O nível de percepção de cada um irá definir o “resultado” das tentativas. Além disso, esta técnica requer certo nível de conhecimento de simbologia, pois como todo método divinatório, fala ao subconsciente. Se não obtiver resultados nas primeiras tentativas, tenha paciência, relaxe e tente novamente.

O Garden of Spells preparou uma coleção de Espelhos Negros para você,
com poderosos condensadores fluídicos e uma tintura lunar de consagração!

Conheça os modelos em Espelhos Mágicos Garden of Spells
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Boas visões e boa sorte!