Palestra: “MITOS DE CRIAÇÃO”

Palestra "Mitos de Criação - Cosmogonia Egípcia", por Umbra Docens - Garden of Spells.

Palestra “Mitos de Criação”, por Umbra Docens – Garden of Spells.

O Garden of Spells teve o prazer de convidar para a Palestra sobre os
“MITOS DE CRIAÇÃO – Cosmogonia Egípcia”,
na 2ª Virada Esotérica.

Durante o encontro pudemos conversar sobre os mitos que moldaram o pensamento e a vida dos antigos egípcios – bem como – sobre a aplicação mágica desses conhecimentos ancestrais.

Citei alguns livros que tratam sobre os temas envolvidos. Segue então, uma breve lista com essa bibliografia para referência de estudo e consulta:

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Recomendações sobre Mitologia e Magia Egípcias

  1. Símbolos e Mitos do Antigo Egito – Rundle Clark
  2. The Complete Gods and Goddesses of Ancient Egypt – Richard H. Wilkinson
  3. The Sacred Magic of Ancient Egypt : The Spiritual Practice Restored – Rosemary Clark
  4. The Sacred Tradition in Ancient Egypt : The Esoteric Wisdom Restored – Rosemary Clark

 

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Recomendações sobre Magia e Simbolismo

  1. O Caibalion – Três Iniciados
  2. O Homem e seus Símbolos – Carl Gustav Jung
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Recomendações sobre Simbolismo Egípcio e Geometria Sagrada

  1. Esoterism & Symbol – René Adolphe Schwaller de Lubicz
  2. Sacred Science – René Adolphe Schwaller de Lubicz
  3. The Egyptian Miracle – René Adolphe Schwaller de Lubicz
  4. Geometria Sagrada – Nigel Pennick

 

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Recomendações sobre Mitologia Comparada

  1. O Herói de Mil Faces – Joseph Campbell
  2. O Poder do Mito – Joseph Campbell

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MAAT: Verdade, Ordem e Justiça – Parte II

Parte II – PRÁTICA:

Tendo em mente o simbolismo analisado no post anterior, vamos à prática!
Conforme analisamos previamente, o pensamento egípcio sobre a evolução espiritual exige o alinhamento de nossas vontades e ações com Maat. Para isso devemos ser persistentes na verdade e no bem.  A liberdade é um poder, que sempre traz consigo grandes responsabilidades – sobre nossos próprios atos e sobre o mundo ao nosso redor.
A seguir, descreverei algumas práticas que adotamos para estabelecer e fortalecer a conexão com a grande Senhora da Verdade:

MAAT - Representação hieroglífica

MAAT – Representação hieroglífica

O Despertar
O primeiro passo ao iniciar a busca por Maat é reconhecer sua existência – enquanto Equilíbrio e Lei Universais – e trazê-la à consciência diariamente para que sua presença nos guie rumo à nossa verdadeira vontade e evolução.

Para isso, devemos contemplar o equilíbrio e harmonia do universo.

Sente-se confortavelmente, tenha à mão um pincel, tinta preta e uma folha de papiro (ou papel encorpado). Feche seus olhos e chame por ela:

“Grande Mãe Maat: Verdade, Equilíbrio, Harmonia e Justiça! Tua é a Lei que regula o Universo. Reconheço teu poder e presença em toda criação: Causa e Efeito, Caçador e Presa, Vida e Morte, Trevas e Luz.” 

Permita-se experimentar a sensação de equilíbrio e completude que a presença Dela proporciona. Com sua visão interior, visualize a Lei Universal operando constantemente em todos os planos. Ao fim, una todas as imagens para formar uma pluma, símbolo máximo de Maat – graciosa e leve como um coração puro.
Abra os olhos e desenhe esta pluma no papiro, exatamente como a visualizou. Ao terminar, transcreva o nome de Maat (conforme imagem acima) logo abaixo de seu desenho.
Mantenha-o à vista, de preferência no seu quarto (ou em seu altar – se já tiver o costume de realizar algum ato devocional matinal) – o importante é ter essa representação junto a si – desde o Despertar.

Todos os dias, ao acordar, coloque-se diante dele com os punhos fechados e os braços cruzados – Posição de Osíris – dizendo: “Eu te saúdo Maat! Anedj H’rak, Maat!”.

Peça para que a consciência de Maat ilumine teus pensamentos e ações durante todo o dia.

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“Eu te Saúdo, Maat! Anedj-H’rak Maat!” – Posição de Osíris

O Juramento
O passo definitivo no processo de busca à Maat se dá com a realização de um Ritual de Dedicação à Ela. No qual o magista se apresentará, colocará seu Coração à prova e realizará votos de dignidade e honra, assumindo seu compromisso com a Grande Obra (o Sumo Bem) e com os Neteru (Deuses) por toda a vida.  

Que a luz da verdade ilumine o caminho à tua frente, e a pureza de Maat transforme teu coração!
Em hotep!

MAAT: Verdade, Ordem e Justiça – Parte I

“Tenha consciência de que a eternidade está próxima.
Pratica a retidão: ela é teu sopro vital!”1

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Maat, Deusa da Verdade e Justiça coloca-se no prato direito e no alto da balança durante o julgamento das almas.

 Maat é a ordem, a lei universal, o caminho reto, a integridade, precisão e justiça.

Ela representa a força que mantém o universo íntegro e coeso – aquilo que torna sua própria existência possível.

Jamais poderemos encontrar sinônimos suficientes para alcançar sua amplitude e perfeição. Pois ela representa tudo o que é correto, justo, belo e verdadeiro. Maat é parte da própria essência divina:

“Maat – a Retidão – nasceu no coração da Luz divina (de Rá)”2

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Dualidade
No Egito antigo a dualidade entre bem e mal era representada pelos opostos: Maat e Isfet. Enquanto Maat representa a Ordem e a Criação divinas, Isfet representa a transgressão pecaminosa, a aniquilação do bem, a Morte definitiva e o Caos (para eles, sinônimo de Mal absoluto).

Por isso, Maat era o princípio fundamental da religião, vida e pensamento egípcios. Para eles, todos – sem exceção – deveriam buscar: conhece-la, compreende-la e, sobretudo, pratica-la em todos os momentos e áreas da vida.

“Passei minha existência procurando o bem,
Atingi em paz a condição de venerável.
Dia após dia fiz com que crescesse a retidão junto a Tua Majestade,
Sou um homem íntegro e justo,
Isento do mal,
Meu coração não se prende a uma ação má.3

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A grande sabedoria reside em vivenciar Maat: propagar a verdade e a ordem no mundo. Isso mantém o universo em equilíbrio, apraz o coração dos Deuses, gera prosperidade e prolonga a existência eternamente. Maat é o despertar da nossa verdadeira consciência.

“Aquele que é grande vive a retidão de Maat.
A iniquidade – isfet – é algo que ele detesta.
Ele busca a companhia dos veneráveis,
Ele é o companheiro da retidão.”1

E este deve ser um “esforço” contínuo: “Atém-te firmemente à Regra (Maat), não a transgridas. (…) Quando o fim sobrevém, Maat permanece.1

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A Deusa
Maat era também a primeira filha de Rá. A primeira emanação do Criador, pois sem Ordem não há vida.
É também considerada esposa de Djehuty (Thot), o Deus da sabedoria, escrita e magia. Este casal nos traz uma importante reflexão sobre a necessidade de mantermos uma postura ética enquanto praticantes de magia – Pois a retidão é esposa da magia!

Maat é representada como uma Deusa de longas asas, com a cabeça encimada por uma pluma de avestruz. Ela tem um papel importantíssimo no destino das almas, ao presidir seu julgamento no Tribunal de Asar (Osíris). A sede do Tribunal leva o nome de “Sala dos dois Maats”, pois nela serão pesadas as duas verdades: a verdade divina – a regra, a lei, o equilíbrio – frente à verdade humana – do coração dos homens. Para adquirir a vida eterna, o coração deverá ser julgado tão leve quanto a pluma de Maat. Do contrário, será entregue à besta Ammut, que o devorará, pondo fim à existência daquela alma. Para tentar comprovar a leveza de seu coração, a alma deverá fazer várias “Confissões Negativas”, também chamadas de “Declarações de Inocência”, alegando ter seguido os princípios de Maat por toda a vida:

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Confissões Negativas perante o Tribunal de Asar, na Sala dos dois Maats.*

No próximo post:
Prática e Ritual de conexão com Maat.

Que a luz da verdade ilumine o caminho à tua frente, e a pureza de Maat transforme teu coração!
Em hotep!

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Ref. Citações:
1. JACQ, Christian. A Sabedoria Divina do Egito Antigo. 3.a ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.
2. Inscrição do Templo de Íbis – Oásis de Khargeh
3. Rammant-Peeters. Les Pyramidions Egyptiens du Nouvel-Empire. Peeters Publishers, 1983.
* Abril Cultural. Textos Sacros. São Paulo: Abril Cultural, 1973.

SEKHMET: Justiça e Cura

Sekhmet

‘Eu gero o calor agressivo do fogo que ocupa milhões de cúbitos entre Osíris e seu inimigo, Eu mantenho-O a salvo dos maus e retiro os inimigos de sua morada!” (Sekhmet, in BUDGE, E. A. Wallis – “The Gods of the Egyptians”, vol I, DOVER, 1969.

Sekhmet é a grande Senhora da Cabeça de Leão, é a defensora da ordem e justiça divinas. Seu nome significa “A Poderosa”, personifica o poder destrutivo do Sol – por isso, sempre gerou grande adoração e temor.

Segundo o “Livro da destruição da humanidade” ela teria sido enviada à Terra para vingar o criador Rá. De acordo o mito, os homens começaram a zombar Dele, afirmando que estava velho e senil, duvidando de seu poder. Rá, muito enfurecido, enviou seu Olho de fogo, Sekhmet (às vezes identificada como Hathor) para conter as blasfêmias e restabelecer a ordem. Sua sede de justiça era tamanha, que acabou se transformando em banho de sangue.

Sekhmet, uma Deusa de muitos nomes.

Sekhmet, a Senhora de muitos nomes.

Entre os muitos títulos de Sekhmet estão:
Sekhet, Ureus, Udjat, fogo do Sol, Fogo de Rá, Luz de Rá, Amada de Ptah, Guardiã do Egito, Defensora de Maat, Defensora da Lei, Senhora da Chama.

Sekhmet é também a Senhora das Batalhas e da Guerra. Era invocada pelos faraós para que os inspirasse no comando do exército, assegurando uma vitória justa e gloriosa. Era também invocada pelos médicos e sacerdotes egípcios em trabalhos de cura, travando uma batalha interna contra os males do corpo e espírito do doente. Sua história e atributos dariam um belo livro… portanto, isso é apenas um breve resumo de suas principais características.

Faraó recebe as bençãos de Sekhmet

Faraó recebe as bençãos de Sekhmet

CONECTANDO-SE
HORA: Por sua força solar, o melhor momento para conectar-se com Ela é o meio-dia.
OFERENDA: Segundo o Livro da destruição da humanidade, a ira de Sekhmet foi contida quando lhe serviram cerveja vermelha.
COR:Vermelho puro, cor de suas roupas e do Sol escaldante.
INTENÇÕES: A presença desta Deusa exige consciência limpa. Por ser defensora da ordem e justiça divina, invocá-la com “segundas intenções” ou sem ter razão é – no mínimo – perigoso. Podemos invocá-la para pedir justiça, esclarecer uma situação de conflito, proteção e cura.

INVOCAÇÃO PELA JUSTIÇA
Salve Sekhmet,
Senhora da batalha e justiça divina!
Aquela, cuja voz abala os alicerces do mundo; perante quem os grandes se curvam!
Grande e amada Senhora da Cabeça de Leão,
Fúria encarnada, Sol fulgurante!
Bendita Seja Aquela, cujos olhos não suportam a iniqüidade;
Aquela que semeia a Justiça com ardor;
Cujas ações refletem Maat, a verdade divina…
Por Ti eu clamo, grande e amada Senhora!
Humildemente peço para que venhas em meu socorro. Ouça meu chamado!
Meu coração sofre de um grande pesar do qual não fui causador… (explique a situação)
distorceram minhas palavras e a injustiça se abateu sobre mim.
Grande e Poderosa Sekhmet, lance teu olhar sobre mim e perceba que não mereço este quinhão, pois ele não me pertence!
Amada Senhora da Cabeça de Leão, a Ti me prostro, a Ti eu rogo, em Ti confio!
De pleno coração! Ankh-Maat-Ankh!
Que assim seja e assim se faça!

Grande Sekhmet

O LÓTUS DO NILO: Abertura para o poder – Parte II

Parte II – PRÁTICA:

Este exercício é o que se pode chamar de “Meditação Ativa”, pois ele envolve visualização e dança. E pode ser realizado sempre que desejar desobstruir seus canais de energia, recarregar as “baterias” e centrar-se. É uma ótima atividade preparatória para qualquer ritual.
Tendo em mente o simbolismo analisado no post anterior, vamos à prática!

“LÓTUS-ANKH”:

Lótus do Nilo

Lótus do Nilo

A ideia desta atividade é conectá-lo às fontes telúricas e celestes simultaneamente. Buscaremos – nas profundezas do seu subconsciente – a energia das emoções, para então, trabalhá-las à luz do grande Rá, moldando-as de forma consciente. Seu corpo servirá de “ponte” entre terra e céus, como o Lótus do Nilo e você se sentirá pleno de energia criativa. Cura, inspiração, prosperidade e amor são algumas das formas de energia criativa, basta focar em uma delas enquanto fizer o exercício.

Passo a passo
Antes de mais nada, prepare o ambiente:
Abra espaço para poder dançar livremente, sem a preocupação de esbarrar em algo. Utilize incenso ou essência floral correspondente à energia em foco e reduza a iluminação da sala. Prepare a música para o exercício. Considero como trilha perfeita para esta prática, a música YULUNGA, do Dead Can Dance:

Agora é hora da cuidar de você:
Relaxe. Fique descalço, sente-se e inspire profundamente o aroma floral. Faça isso até sentir-se plenamente relaxado.
Levante-se calmamente, ligue a música. Feche os olhos e

Seja o Lótus:
A visualização ocorrerá simultaneamente à dança e guiará seus movimentos.
Esta música tem um movimento crescente, deixe-se levar. Flua com ela.

1. Sugiro que permaneça de olhos cerrados, para não se deixar distrair por estímulos visuais. Concentre-se na melodia e na visualização:
Inicialmente, curve-se como se quisesse alcançar seu pés. Suas mãos serão as raízes, buscando o a terra, o leito do rio. Mova seus braços  e sinta seu corpo oscilar com o movimento das águas.

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2. Sinta o contato com a terra, sorva sua energia à cada inspiração, faça movimentos elevando gradativamente seus braços e tronco, até atingir a posição ereta.

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3. Eleve os braços sobre a cabeça, unindo suas mãos palma à palma – representando o botão de Lótus fechado. Mantenha as mãos nesta posição.

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4. Ainda com as palmas voltadas para dentro, abra os braços lentamente e permita-se florescer. Receba a luz calorosa do Sol em suas pétalas e sinta-se cada vez mais pleno de luz dourada, a cada inspiração.

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5. Volte os pés e as palmas das mãos e para fora e visualize-se como o ANKH, o hieróglifo da VIDA.
Repita para si mesmo: EU SOU A VIDA, O GRANDE RÁ HABITA EM MIM, SOU UM CRIADOR.

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Dance em círculos no sentido horário – ainda com as mãos voltadas
para fora – e visualize-as irradiando a energia criativa a seu redor.
Dance livremente, sentindo-se pleno de energia até o fim da música.

Lembre-se que apesar de a dança ter uma visualização-guia, ela deve ser fluida. Dance verdadeiramente!

Está Feito!

O LÓTUS DO NILO: Abertura para o poder – Parte I

“No princípio, tudo era NUN, água e escuridão.
Até que uma pequena porção de terra lodosa e disforme emergiu, em meio ao vasto oceano primordial. E nela, surgiu um botão de Lótus, que crescia delicada e vagarosamente… 
Quando a flor se abriu, houve luz no mundo,
nascera RÁ, Senhor da Criação.”

NUN, o Oceano Primordial

NUN, o Oceano Primordial

Esta é uma das visões cosmogônicas egípcias, um mito da criação do Universo.
Como todo mito, sua função é nos ensinar através da liguagem simbólica.

Parte I – TEORIA:

O que podemos aprender com este mito?
Vamos à análise da simbologia:

Água:
No início dos tempos, o universo era um vasto oceano. Pleno de energia, mas caótico e desordenado. A água é o elemento das emoções, sentimentos, intuição e do subconsciente.
Ideias chave: energia, emoções “puras”, útero materno, primeiras etapas do desenvolvimento, caos.

Terra:
Segundo o mito, a primeira etapa na construção do mundo, a partir do caos, foi a terra. Uma pequena ilha flutuante, o primeiro ponto de estabilidade e organização. A terra é o elemento da fundação, estabilidade e fertilidade. É a base, sem a qual não há frutos nem colheita.
Ideias chave: organização, estabilidade, foco, desenvolvimento.

Lótus:
A partir da terra, brota o lótus. O primeiro “fruto” do universo em construção. Ele é o portador da luz, trazendo o grande RÁ em seu interior. Toda a beleza, magia e poder criativo encontram-se nele. Todo o “vir a ser”.
Para além deste mito, o lótus representa a união criativa entre céus e terra e a evolução espiritual. Pois, tem suas raízes no fundo dos rios, fixas no lodo e lama, para emergir em graça e beleza na superfície das águas. Representa portanto, a consciência, a vitória sobre os obstáculos e a capacidade de ascenção.
Ideias chave: plenitude, iluminação, sabedoria, evolução, beleza.

RÁ:
O grande Criador, Pai dos Deuses. RÁ é o Sol, a própria luz do mundo. Luz da consciência e razão, que afasta a dúvida e indefinição da penumbra.
RÁ é o autogerado, Aquele que nasceu de sua própria vontade. Poderosa é sua magia, cujas palavras de poder moldam tudo o que existe. Ele é a própria vida.
Ideias chave: luz, razão, criação, vida, transformação, magia, ordem.

RÁ, o Grande Pai e Senhor da Luz

RÁ, o Grande Pai e Senhor da Luz

PRÁTICA na Continuação:
O LÓTUS DO NILO: Abertura para o poder – Parte II